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Capítulo 16 – Transformação do espaço geográfico

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Capítulo 16 – Transformação do espaço geográfico

Resumo completo

Capítulo 16 – Transformação do espaço geográfico

Resumo completo

1Abertura: a cidade "The Line" (A Linha)

Quando as pessoas usam a natureza e a modificam, elas criam o espaço geográfico. Mas essa mudança nem sempre é boa para o ambiente.

Pensando em um jeito mais sustentável (que cuida do meio ambiente hoje sem estragar o futuro), a Arábia Saudita anunciou em 2021 o projeto The Line, uma cidade em forma de linha construída no deserto, perto do Mar Vermelho.

Ela foi planejada para ser bem vertical: 500 metros de altura, 200 metros de largura e 170 quilômetros de comprimento. A ideia é abrigar 9 milhões de pessoas, sem carros e sem estradas, usando só energia renovável e com emissão zero de carbono.

As moradias, lojas e espaços públicos ficariam em andares diferentes. Assim as pessoas andam menos e gastam menos tempo para chegar aos lugares.

Exemplos

  • Por que The Line é chamada de cidade sustentável? Porque usa energia 100% renovável, não emite carbono, não tem carros e organiza tudo perto para reduzir deslocamentos.

Números do projeto "The Line"

CaracterísticaDado
Ano do anúncio2021
PaísArábia Saudita (perto do Mar Vermelho)
Altura500 metros
Largura200 metros
Comprimento170 quilômetros
População prevista9 milhões de pessoas
EnergiaTotalmente renovável, emissão zero de carbono

2A formação do espaço geográfico

O espaço geográfico é o resultado da interação entre a sociedade e a natureza em um lugar. Ou seja, ele nasce da mistura entre os elementos naturais e os elementos humanos.

Os elementos naturais são o relevo, a hidrografia (os rios), o clima e a vegetação. Os elementos humanos são as construções, a economia, a cultura e a tecnologia.

Esse espaço se forma tanto no campo (meio rural) quanto na cidade (meio urbano). Os dois meios estão ligados e influenciam um ao outro.

Por exemplo: alimentos produzidos no campo alimentam quem mora na cidade. E quando pessoas migram do campo para a cidade, muda a distribuição da população e a economia dos dois lugares.

📐 Para guardar

  • Espaço geográfico = elementos naturais + elementos humanos (sociedade transformando a natureza)

Exemplos

  • Uma plantação de soja: o solo e o clima são elementos naturais; o trator, a estrada e o galpão são elementos humanos. Juntos formam o espaço geográfico rural.
  • Um bairro: o rio e o morro são naturais; as casas, as ruas e as lojas são humanos.

Elementos que formam o espaço geográfico

TipoExemplos
Elementos naturaisRelevo, hidrografia, clima, vegetação
Elementos humanosInfraestruturas, economia, cultura, tecnologia

2.1Transformações no meio rural

No campo, a natureza é transformada principalmente pelas práticas produtivas: a agricultura, a pecuária e o extrativismo.

A agricultura é a que mais se destaca, porque produz grande parte dos alimentos que comemos.

Segundo dados da NASA, cada país usa uma parte diferente do seu território para plantar. O Brasil, por exemplo, usa pouco do seu território com agricultura se comparado a outros países.

Exemplos

  • Comparando as porcentagens: a Índia usa 60,5% do território com agricultura, enquanto o Brasil usa só cerca de 7,6%. Isso mostra que o Brasil tem muito território e ainda planta em uma parte pequena dele.

Porcentagem do território ocupada por áreas agrícolas (NASA/USGS, 2017)

País% do território com agricultura
Índia60,5% (maior proporção)
Estados Unidos18,3%
China17,7%
Brasilcerca de 7,6%

3Transformações no espaço urbano: o processo de urbanização

Na cidade, o espaço geográfico muda principalmente pela expansão das construções: casas, prédios, ruas, transportes e serviços que a população precisa.

O processo central dessa mudança é a urbanização.

3.1Urbanização

A urbanização é o crescimento da população e do território das cidades. Ao longo da história, ela veio junto com o avanço da economia, da tecnologia e da oferta de bens e serviços.

Isso atraiu muita gente do campo para a cidade. Esse deslocamento é chamado de êxodo rural.

Em 2022, mais da metade da população mundial já morava em áreas urbanas. A previsão da ONU-HABITAT é que, até 2050, cerca de 68% das pessoas vivam em cidades, somando mais de 6 bilhões de moradores urbanos, com destaque para Ásia e África.

Tóquio, no Japão, é a metrópole mais populosa do mundo, com cerca de 37 milhões de habitantes.

Exemplos

  • Se hoje há pouco mais de 3,5 bilhões de pessoas nas cidades e a previsão é passar de 6 bilhões em 2050, o crescimento será de mais de 2,5 bilhões de pessoas.

A urbanização no mundo

AnoSituação
2022Mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas
2050 (previsão)Cerca de 68% da população em cidades; mais de 6 bilhões de pessoas
Destaque do crescimentoÁsia e África

3.2A urbanização no Brasil

No Brasil, a urbanização foi rápida e desordenada, ou seja, aconteceu depressa e sem planejamento suficiente. Alguns pesquisadores dizem que ela demorou a começar em comparação a outros países.

Segundo o IBGE, a mudança na ocupação do território começou a partir da década de 1940. Ela foi impulsionada pelas transformações econômicas, técnicas e culturais dos séculos XIX e XX, como as primeiras fases da Revolução Industrial.

Na década de 1960, a população urbana brasileira já passou a ser maior que a rural. Desde então a população urbana só cresceu, chegando a mais de 80% nos anos 2000.

O mapa de 2022 mostra que as maiores concentrações urbanas estão no Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte), no Sul e no litoral do Nordeste.

Exemplos

  • Lendo o gráfico: em 1940, cerca de 30% viviam na cidade e 70% no campo. Em 1960, as duas linhas se cruzam (ficam quase iguais, perto de 45–55%). Em 2015, mais de 80% já moravam na cidade. Conclusão: houve uma grande inversão.

Populações rural e urbana no Brasil (IBGE)

PeríodoO que aconteceu
1940Maioria da população vivia no campo (cerca de 70%)
Década de 1960As linhas se cruzam: urbana passa a ser maior que a rural
1980Urbana perto de 67%
2000 em dianteUrbana acima de 80%

3.3Diferentes fenômenos da urbanização

Com o crescimento das cidades, surgiram vários fenômenos. Os pesquisadores criaram conceitos para explicá-los.

Preste atenção: alguns conceitos falam de quantidade de pessoas (megacidade), outros de importância (metrópole e cidade global) e outros de junção de cidades (região metropolitana e megalópole).

Já a macrocefalia urbana aponta um problema: a cidade cresce de forma desproporcional e desigual, concentrando tudo em uma parte só.

Exemplos

  • Nova York é metrópole (é centro econômico, político e cultural) e também cidade global (comanda negócios do mundo todo).
  • São Paulo tem mais de 11 milhões de habitantes (Censo 2022), por isso é uma megacidade.
  • Mumbai, na Índia, com cerca de 21 milhões de habitantes, cresceu rápido e de forma desigual: é um caso de macrocefalia urbana, com superlotação e falta de moradia.

Conceitos da urbanização

ConceitoDefiniçãoExemplo
MegacidadeCidade com mais de 10 milhões de habitantesSão Paulo (mais de 11 milhões, Censo 2022)
MetrópoleCidade grande e influente, centro econômico, cultural e político de uma região ou paísNova York (EUA)
Região metropolitanaÁrea formada por uma metrópole e os municípios vizinhos, formando uma região urbana integradaRio de Janeiro com Niterói, Duque de Caxias, Belford Roxo e Petrópolis
MegalópoleÁrea urbana enorme formada pela fusão de duas ou mais metrópoles e regiões metropolitanasSeul (Coreia do Sul)
Cidade globalCidade muito especializada em serviços ligados à globalização, não importa o número de habitantesLondres (Inglaterra)
Macrocefalia urbanaCrescimento desproporcional e desigual, com concentração de recursos, infraestrutura e populaçãoMumbai (Índia)

3.4Classificação das cidades quanto à origem

As primeiras cidades surgiram de forma espontânea, por volta de 4 mil a.C.. Mas planejar cidades não é algo novo: já na Antiguidade existiam cidades planejadas, como Aketaton, fundada em 1370 a.C.

As cidades podem ser classificadas pela sua origem em dois tipos: cidades espontâneas e cidades planejadas.

As espontâneas se formam sozinhas, com pessoas se fixando por causa de vantagens do lugar (bom clima, água, recursos ou proximidade de centros econômicos). As planejadas nascem de um projeto feito antes da construção, pensando nas necessidades da população.

Exemplos

  • Londres cresceu de forma espontânea em várias áreas: as ruas foram surgindo conforme as pessoas se instalavam.
  • Brasília foi planejada e construída na década de 1950, com projeto arquitetônico feito antes das obras.

Cidades espontâneas x cidades planejadas

CritérioCidade espontâneaCidade planejada
Como surgeSem projeto prévio, de forma naturalA partir de um projeto arquitetônico feito antes
MotivoVantagens geográficas, recursos, proximidade de centros econômicosObjetivo específico, como ocupar e desenvolver uma região
OrganizaçãoRuas e bairros crescem de forma desordenadaEstrutura pensada para as necessidades da população
ExemploLondresBrasília

3.5Cidades inteligentes (smart cities)

As smart cities, ou cidades inteligentes, ampliam a ideia das cidades planejadas. O foco delas é a sustentabilidade.

Elas usam os recursos de um jeito mais estratégico: energia limpa, reúso de água, reciclagem do lixo e transporte que não polui. Assim, os impactos no ambiente diminuem.

Além disso, ajudam a economia local, melhoram a qualidade de vida das pessoas e preparam a cidade para os desafios do futuro.

Exemplos

  • Uma cidade coloca sensores nos postes que apagam a luz quando não há ninguém na rua: isso é eficiência energética.
  • Um aplicativo mostra em tempo real onde está o ônibus: isso é transporte inteligente e conectividade avançada.

7 características de uma cidade inteligente

CaracterísticaO que é
1. Conectividade avançadaRede que liga dispositivos, sensores e sistemas, com troca de dados em tempo real
2. Eficiência energéticaMonitorar o consumo e usar iluminação e climatização inteligentes para evitar desperdício
3. Infraestrutura sustentávelMais vegetação, materiais recicláveis e drenagem que evita inundações
4. Transporte inteligenteTransporte público conectado, rápido e menos poluente
5. Participação cidadãPopulação dá sugestões e críticas no planejamento das políticas públicas
6. Energias renováveisParques eólicos, placas solares e biomassa
7. Espaços públicos inteligentesInternet e recursos digitais de acesso coletivo, promovendo inclusão digital

4Alguns desafios econômicos, políticos e sociais do meio urbano

Quanto mais pessoas vivem em um mesmo espaço, mais complexa fica a organização da cidade. Junto com isso vêm desafios do mesmo tamanho.

Dois desafios se destacam: a formação das megarregiões e as migrações humanas pelo mundo.

4.1Megarregiões

As megarregiões são aglomerados de cidades e áreas diferentes dentro de uma mesma região. Elas se formam por causa da proximidade física, do avanço da ocupação urbana e das atividades econômicas, criando uma infraestrutura toda interligada.

Nesses lugares, transporte, energia, água, tratamento de resíduos, segurança e emprego não podem mais ser resolvidos por uma cidade sozinha. É preciso planejamento estratégico entre vários setores e governos.

No Brasil, o conceito vem sendo usado para a região formada por São Paulo e Rio de Janeiro, por causa da integração produtiva, da conexão com a economia mundial e do desenvolvimento das atividades regionais.

Exemplos

  • A Grande Área da Baía, na China, reúne 11 municípios (entre eles Hong Kong, Guangzhou e Shenzhen), ligados por ferrovia de alta velocidade. Tem 70 milhões de habitantes, menos de 5% da população do país, mas produz 12% do PIB da China. Por essas características, ela é uma megarregião.

Megarregião: causas e consequências

Como se formaO que exige
Proximidade física entre cidadesPlanejamento conjunto de transporte
Avanço da ocupação urbanaFornecimento de energia e água integrado
Atividades econômicas ligadasTratamento de resíduos e segurança pública
Infraestrutura interligadaPolíticas para geração de emprego e desenvolvimento

4.2Migrações

Migração é o deslocamento de pessoas de um lugar para outro. As razões são muitas: buscar melhores condições de vida, trabalho e estudo; fugir de guerras, perseguições políticas ou desastres naturais; ou conhecer novas culturas.

A migração pode ser externa (entre países diferentes) ou interna (dentro do próprio país). Quem se muda é o migrante. Quem sai do país de origem é emigrante; quando chega ao país de destino, é chamado de imigrante.

Quando a pessoa é obrigada a deixar seu país por causa de guerras, conflitos ou questões étnicas, ela é um refugiado. Exemplos atuais são a Ucrânia (invadida pela Rússia em 2022) e a Síria (guerra civil desde 2011).

Segundo a ONU, em 2020 havia 281 milhões de migrantes internacionais no mundo. A Europa é o destino mais procurado (cerca de 87 milhões), seguida pela América (cerca de 59 milhões). A Oceania é o destino menos procurado (cerca de 8 milhões).

📐 Para guardar

  • Emigrante = quem SAI do país de origem | Imigrante = quem CHEGA ao país de destino (dica: E de saída/exterior, I de entrada)

Exemplos

  • Uma família ucraniana foge da guerra e vem para o Brasil. Na Ucrânia, eles são emigrantes. No Brasil, são imigrantes. Como saíram por causa da guerra, são refugiados.
  • Uma pessoa que se muda da Bahia para São Paulo faz uma migração interna, porque continua no mesmo país.

Palavras importantes sobre migração

TermoSignificado
MigraçãoDeslocamento de pessoas de um local para outro
Migração externaEntre países diferentes
Migração internaDentro do próprio país
MigrantePessoa que se muda de um local para outro
EmigranteQuem sai do seu país de origem
ImigranteQuem chega ao país de destino
RefugiadoQuem precisa deixar o país por guerras, conflitos ou questões étnicas
XenofobiaAversão ou antipatia profunda a pessoas e culturas estrangeiras

Migração internacional em 2024 (Migration Data Portal, 2025)

Países que mais acolheram migrantesTotalPaíses de maior saídaTotal
Estados Unidos52,4 milhõesÍndia18,5 milhões
Alemanha16,8 milhõesChina11,7 milhões
Arábia Saudita13,7 milhõesMéxico11,6 milhões
Reino Unido11,8 milhõesUcrânia9,8 milhões
França9,2 milhõesRússia9,1 milhões

4.3Xenofobia e os conflitos ligados à migração

Os imigrantes geralmente saem do seu país por causa de dificuldades: falta de trabalho, custo de vida alto, salários baixos e baixa qualidade de vida. Eles buscam segurança, educação e emprego.

Mas, nos países estrangeiros, muitos são discriminados. Também enfrentam problemas como não conhecer a língua e a cultura e ficar longe da família e dos amigos.

A xenofobia é a aversão ou antipatia profunda a pessoas e culturas estrangeiras. Ela provoca perseguição e violência contra esses povos.

Por um lado, a migração enriquece a cultura do país que recebe. Por outro, gera conflitos: na França, Espanha e Alemanha, alguns grupos políticos dizem que os imigrantes tomam os empregos. Ao mesmo tempo, as empresas europeias precisam dessa mão de obra, pois faltam trabalhadores para funções que a população local não quer fazer.

Exemplos

  • Nova York é uma cidade com grande diversidade cultural: moram ali povos de muitos países, o que mostra o lado positivo da migração.
  • Em fevereiro de 2020, migrantes em território turco tentaram entrar na Europa pela fronteira com a Grécia e foram barrados — um exemplo dos conflitos ligados à migração.

Dois lados da migração

Aspectos positivosAspectos negativos / desafios
Enriquece a cultura do país de destino (culinária, idioma, festas)Xenofobia, perseguição e violência
Supre a falta de mão de obra nas empresasDiscriminação e trabalhos em condições ruins
Traz novos conhecimentos e troca de experiênciasDificuldade com a língua e distância da família

5Condições de vida da população mundial e o IDH

As pessoas do mundo vivem de formas muito diferentes. Algumas estudam em boas escolas, têm renda alta e acesso a bons serviços. Outras não conseguem nem o básico para sobreviver.

Para comparar o desenvolvimento e a qualidade de vida dos países, a ONU criou o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

O IDH considera três coisas: saúde (expectativa de vida ao nascer), educação (média de anos de estudo dos adultos e escolaridade esperada das crianças) e renda (poder de compra e padrão de vida).

O valor do IDH vai de 0 a 1. Quanto mais perto de 1, melhores são as condições de vida e mais desenvolvido é o país. Em 2022, a Suíça teve o maior IDH do mundo.

📐 Para guardar

  • IDH = média entre saúde (expectativa de vida) + educação (anos de estudo) + renda (poder de compra)
  • Escala: 0 (pior) ————— 1 (melhor)

Exemplos

  • O IDH do Brasil subiu de 0,756 (2021) para 0,760 (2022). Mesmo assim, o país caiu da 87ª para a 89ª posição entre 193 nações. Por quê? Porque outros países melhoraram mais rápido. Como 0,760 está entre 0,700 e 0,799, o Brasil é classificado como IDH alto.
  • Comparando a Suíça (0,967) com a Somália (0,380): a diferença mostra a enorme desigualdade de condições de vida no mundo.

Os três indicadores do IDH

IndicadorO que é medido
SaúdeExpectativa de vida ao nascer
EducaçãoMédia de anos de estudo (adultos) e escolaridade esperada (crianças)
RendaPoder de compra e padrão de vida da população

Classificação do IDH (PNUD)

Faixa de IDHClassificação
0,350 – 0,549Baixo
0,550 – 0,699Médio
0,700 – 0,799Alto
0,800 – 1,000Muito alto

Maiores e menores IDH do mundo (PNUD, 2023/2024)

PosiçãoPaísIDH
Suíça0,967
Noruega0,966
Islândia0,959
Hong Kong (China)0,956
Dinamarca0,952
188ºChade0,394
189ºNíger0,394
190ºRepública Centro-Africana0,387
191ºSudão do Sul0,381
193ºSomália0,380

6Revisão e resolução das atividades

Aqui estão as respostas comentadas das principais atividades do capítulo. Use para conferir se você entendeu os conceitos.

Dica de prova: as questões mais cobradas são as definições dos tipos de cidade, a diferença entre emigrante e imigrante e o significado do IDH.

Exemplos

  • Atividade 1 (p.105): as transformações da natureza pelos primeiros agrupamentos humanos formaram o espaço geográfico. Não é êxodo rural (isso é migração campo-cidade) nem metrópole (isso é um tipo de cidade).
  • Atividade 2 (p.105): a alternativa correta é a c. A urbanização está ligada à construção do espaço geográfico, formado pela interação entre atividades humanas e ambiente natural. A letra a erra ao dizer lenta e ordenada; a b erra porque a população urbana vai crescer; a d erra porque o processo foi desordenado.
  • Atividade 3 (p.105): cidades espontâneas surgem sem projeto, pela fixação natural de pessoas por vantagens do lugar; cidades planejadas nascem de um projeto arquitetônico feito antes, com objetivos definidos.
  • Atividade 1a (p.111): a Grande Área da Baía é uma megarregião, pois reúne 11 municípios com infraestrutura interligada.
  • Atividade 1b (p.111): os fatores são a proximidade física, o avanço da ocupação urbana e as atividades econômicas. Essas áreas exigem planejamento estratégico conjunto de transporte, energia, água, resíduos, segurança e emprego.
  • Atividade 2 (p.111-112): IDH é o índice criado pela ONU para medir o desenvolvimento e a qualidade de vida; os parâmetros são saúde, educação e renda; os números mostram que o Brasil melhorou um pouco, mas caiu no ranking porque outros países melhoraram mais; com 0,760, o Brasil tem IDH alto.
  • Explore 1 (p.112-113): a sequência correta é b) 2, 1, 4, 3 (megacidades, região metropolitana, megalópole, cidades globais).
  • Explore 3 (p.113): a alternativa correta é a d — o IDH mede o desenvolvimento humano a partir de saúde, educação e renda.

Checklist: o que você estudou neste capítulo

TemaPalavras-chave
Transformação do espaço geográficoElementos naturais + elementos humanos; meio rural e urbano
Processo de urbanizaçãoÊxodo rural, crescimento das cidades, Brasil a partir de 1940
Fenômenos urbanosMegacidade, metrópole, região metropolitana, megalópole, cidade global, macrocefalia
Classificação das cidadesEspontâneas e planejadas; smart cities
Desafios urbanosMegarregiões e migrações; xenofobia
Qualidade de vidaIDH: saúde, educação e renda (de 0 a 1)

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Capítulo 16 – Transformação do espaço geográfico

Resumo rápido

Capítulo 16 – Transformação do espaço geográfico

Resumo rápido

1A formação do espaço geográfico

O espaço geográfico é o resultado da interação entre a sociedade e a natureza em um lugar. Ele nasce da mistura entre elementos naturais (relevo, rios, clima, vegetação) e elementos humanos (construções, economia, cultura, tecnologia).

Esse espaço se forma tanto no campo quanto na cidade. Os dois meios estão ligados e se influenciam o tempo todo.

Exemplo

  • Alimentos produzidos no campo vão para as cidades; pessoas do campo migram para a cidade e mudam a população dos dois lugares.

1.1Transformações no meio rural

No campo, a natureza é transformada principalmente pela agricultura, pela pecuária e pelo extrativismo. A agricultura é a atividade que mais se destaca, pois produz grande parte dos alimentos.

Cada país usa uma parte diferente do seu território com lavouras.

Exemplo

  • O Brasil ocupa cerca de 7,6% do território com áreas agrícolas, enquanto a Índia ocupa 60,5%.

2Transformações no espaço urbano: a urbanização

Na cidade, o espaço muda com a construção de casas, ruas, transportes e serviços.

Urbanização é o crescimento da população e do território das cidades. Muitas pessoas saem do campo para a cidade em busca de emprego e serviços: isso se chama êxodo rural.

Em 2022, mais da metade da população mundial já vivia em cidades. A previsão da ONU-HABITAT é chegar a cerca de 68% até 2050, com destaque para Ásia e África.

Exemplo

  • Tóquio, no Japão, é a metrópole mais populosa do mundo, com cerca de 37 milhões de habitantes.

2.1Urbanização no Brasil

No Brasil a urbanização foi rápida e desordenada. Segundo o IBGE, ela se acelerou a partir da década de 1940, por causa das mudanças econômicas e técnicas ligadas à Revolução Industrial.

Na década de 1960, a população urbana passou a ser maior que a rural. Hoje mais de 80% dos brasileiros vivem em cidades.

2.2Fenômenos da urbanização

Megacidade: cidade com mais de dez milhões de habitantes (São Paulo).

Metrópole: cidade grande e influente, centro econômico, cultural e político de uma região ou país (Nova York).

Região metropolitana: a metrópole mais as cidades vizinhas, formando uma área urbana integrada (Rio de Janeiro com Niterói e Duque de Caxias).

Megalópole: área enorme formada pela união de duas ou mais metrópoles e regiões metropolitanas (Seul, na Coreia do Sul).

Cidade global: cidade muito especializada em serviços ligados à globalização, mesmo sem ter muitos habitantes (Londres).

Macrocefalia urbana: quando a cidade cresce de forma desproporcional e desigual, concentrando tudo em uma parte e deixando problemas como falta de moradia (Mumbai, na Índia).

2.3Classificação das cidades quanto à origem

Cidades espontâneas: surgem sozinhas, sem projeto, porque o lugar oferece vantagens naturais, recursos ou proximidade de centros econômicos (Londres).

Cidades planejadas: são construídas a partir de um projeto feito antes, pensando nas necessidades da população (Brasília, dos anos 1950).

As primeiras cidades surgiram por volta de 4 mil a.C.; já existiam cidades planejadas na Antiguidade, como Aketaton (1370 a.C.).

2.4Cidades inteligentes (smart cities)

As cidades inteligentes são cidades planejadas com foco na sustentabilidade. Elas usam tecnologia para gastar menos recursos e poluir menos.

Principais características: conectividade avançada, eficiência energética, infraestrutura sustentável, transporte inteligente, participação cidadã, energias renováveis e espaços públicos com internet.

Exemplo

  • "The Line", na Arábia Saudita: cidade vertical no deserto, com energia renovável, sem carros e com emissão zero de carbono.

3Desafios do meio urbano

Quanto mais gente vive junto, mais complexos ficam os problemas de transporte, água, energia, lixo, segurança e emprego. Dois grandes desafios são as megarregiões e as migrações.

3.1Megarregiões

Megarregiões são aglomerados de cidades e áreas diferentes dentro de uma mesma região, ligadas por proximidade, expansão urbana e atividades econômicas.

Elas exigem planejamento estratégico conjunto entre vários governos e setores, porque serviços como transporte e energia não podem mais ser pensados cidade por cidade.

Exemplo

  • No Brasil, a região formada por São Paulo e Rio de Janeiro é tratada como uma megarregião.

3.2Migrações

Migração é o deslocamento de pessoas de um lugar para outro. Pode ser externa (entre países) ou interna (dentro do mesmo país).

Quem se muda é o migrante. Quem sai do seu país é emigrante; ao chegar no país de destino, é imigrante. Quem foge de guerras, conflitos ou perseguições é refugiado.

Em 2020, havia 281 milhões de migrantes internacionais no mundo, sendo a Europa o destino mais procurado (cerca de 87 milhões).

Muitos imigrantes sofrem xenofobia, que é a aversão a pessoas ou culturas estrangeiras, gerando preconceito e violência. Por outro lado, as migrações enriquecem a cultura dos países que recebem.

Exemplo

  • Ucranianos que fugiram para a Europa e para o Brasil após a invasão da Rússia, em 2022.

4Condições de vida da população mundial (IDH)

As pessoas vivem em condições muito diferentes pelo mundo. Para comparar isso, a ONU criou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O IDH usa três indicadores: saúde (expectativa de vida ao nascer), educação (anos de estudo) e renda (poder de compra).

Ele vai de 0 a 1: quanto mais perto de 1, melhores as condições de vida. A classificação é: baixo (0,350–0,549), médio (0,550–0,699), alto (0,700–0,799) e muito alto (0,800–1,000).

📐 Para guardar

  • IDH = média entre saúde + educação + renda (valor de 0 a 1)

Exemplo

  • A Suíça teve o maior IDH (0,967) e a Somália, um dos menores (0,380). O Brasil, com 0,760 em 2022, é considerado de IDH alto.

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